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SOLVE ET COAGULA: Da Húbris ao Advento do Anti-Cristo

"A Queda de Satanás", no Paraíso Perdido de Milton, por Gustave Doré


Reza a lenda, ou neste caso uma carta escrita por um irado Johann Georg Hamman, que num final de tarde agradável de 1768 em Konigsberg, Immanuel Kant, em amena conversa com o seu amigo e mercador inglês Green, dissertava sobre os magníficos avanços da ciência e louvava os novos conhecimentos astrofísicos. Empolgado, conta-nos Hamann, assumiu Kant sem problema algum que o conhecimento astrofísico tinha então atingido uma perfeição tal que nele seria agora impossível que coubessem novas teses. 
A arrogância do cientista-filósofo caiu mal a alguns, a Hamman em particular que detestava o cientismo e a exaltação racionalista, coisa que via como soberba. Curiosamente, foi o mesmo Kant que, a propósito do terramoto que poucos anos antes tinha assolado Lisboa em 1755, escarnecia dos tolos que viam na tragédia lisboeta um sinal, ou uma prova, de uma especial fúria divina libertada como pagamento por pecados e of…

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